estava escuro, não haviam estrelas, a noite estava sem luar, um vento gelado batia deixando a minha pele ainda mais fria. Ele estava ali, sentado, quieto, encolhido com a cabeça entre as pernas, simplesmente não queria conversar. Sentei ali, lembrando apenas de não esquecer de respirar, e fiquei fitando-o, esperando, respirando. Duas almas imóveis, com tanto pra falar, tão próximas e tão distantes ao mesmo tempo, o vento violento e gélido nos atingia sem cessar, mas mesmo assim, minhas mãos não estavam mais congeladas que o seu coração. Aquele coração que eu vinha acompanhando à tanto tempo, que já tinha estado tão próximo ao meu, aquele coração que batia pelos risos (ah! aquele riso...), pelas lágrimas (doces&salgadas), pelas confidencias, e por muitas, mas muitas histórias. Historias minhas, historias dele, historias nossas. Não me lembro quando aconteceu, nem o porque, mas tudo isso se perdeu um dia, em algum lugar, e o coração se fechou, o sorriso se apagou, as lagrimas secaram, as confidencias foram enterradas à 7 chaves junto com todas as historias. Quando alguma dessas historias tenta ressurgir eu volto lá, naquela rua, naquele mesmo cordão da avenida, e me sento, observo, sinto o vento que já não é mais tão gelado, e respiro. Respiro e espero, calmamente pelas palavras dele. Me perco na noite sem lua, sentando, observando, respirando, esperando....
Laís Parnow 06/09/2010
É tão bom !
ResponderExcluirEu te amo
*---* Também te amo Lucas, obrigada por ter me incentivado a voltar a escrever !
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