segunda-feira, 30 de agosto de 2010
- Havia, naquele momento,
...mais de seis bilhões de pessoas no mundo. Mas era de uma única que ela sentia falta. Sentia falta do sorriso que encontrava por acaso no meio do caminho. Sentia falta do abraço protetor, do abraço carinhoso... Do abraço dançante que a embalava naquele colo. Ela sentia falta do brilho do olhar e das palavras sussurradas ao pé do ouvido. Sentia falta do conjunto, do riso, das canções, da parte que já não tinha. Ele. Ele. Dele (!). Já não sabia mais se a saudade era a palavra certa. Não sabia mais onde encontrar seu porto seguro. Saudade incômoda e dolorosamente aconchegante. Talvez, numa tentativa de salvar-se de sua própria sina, usasse esse sentimento como cura. Como cura de suas febres e aflições. Talvez fosse a única forma de transportar-se para o momento onde sentia que poderia ser ela mesma novamente. Talvez fosse a única forma que tinha de transformar-se naquilo que havia sido. Sentia que saudade não era aquele tormento que diziam. Era sua única saída para a vida que sonhava. Era o tempero de seus sonhos. Pensava assim e sorria. Sentia falta do par de olhos ao ver o pôr-do-sol e da mistura de braços daquele abraço que sempre era seguido do mais doce riso. Sentia falta da sua metade, do seu complemento. Sentia falta do amor. Sentia falta de amar.
(One Tree Hill)
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