
"Oi amor, hoje eu senti tua falta, falta do teu calor, do teu abraço, da tua respiraçao, do teu coraçao batendo perto do meu.
Sabe amor, sentir tua falta, tem sido como um reflexo cerebral, parte de mim, virou rotina, so nao posso dizer que é como respirar.
Porque respirar só se percebe quando voce para e presta atenção.
E tua falta, nao é preciso parar, a falta gera um vazio constante, uma dor agonizante, que nao exige nenhuma atençao especial de percepção.
A dor por si só, ja é tomada de toda a atençao.
Eu estive pensando amor, tanto tempo, tao longe de ti, tao pouco tempo perto de ti, tantas magoas amor, tantas palavras que doeram
tantas coisas que ficaram marcadas em tanto tempo, e, voce lembra amor? eu nao desisti...
E olhando hoje, tudo o que ainda resta, as vezes parece tao pouco, como se fosse necessario apenas fechar uma porta, e deixar que
tudo se perca no escuro...
Mas por outras vezes, parece tao maior do que era antes, tao forte e fatal, como se fosse uma necessidade vital.
Penso por vezes fechar esta porta, parar com o meu, o teu , o nosso mal.
Mas parando com o mal , se perde a parte vital... morreremos os dois entao deste mal, ou por este mal?
Voce me entende agora amor?
É um jogo duplo, uma moeda de duas faces, uma faca de dois gumes...
O bem e o mal, o amor e a dor, o frio e o calor...
Tua sobra e o meu amor.
Serão muitos os dias em que eu sentirei tua falta, como hoje.
Mas eu sei que, em algum destes meus sonhos, voce aparecerá de novo
com teu abraço, teus olhos, teu coraçao e tua respiraçao:
'- nao tenha medo pequena, eu estou aqui com voce, tudo ira ficar bem!'
e entao a calmaria se instala novamente, até que eu desperto, a solidao bate.
O relogio para e a falta toma conta de tudo de novo.
Mais um dia, outra vez, a sombra toma o teu lugar...
Volto a dormir, mais um dia, na esperança de novamente te encontrar....
(...)"
(Laís Parnow 06/06/2011)